sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Comissão considera que Estado é ineficaz no combate ao crack

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Publicado no Jornal OTEMPO em 21/12/2012
NATÁLIA OLIVEIRA

A Comissão Especial para Enfrentamento do Crack da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) concluiu ontem um relatório que classifica como ineficazes as ações do Estado para combater o crack. Neste ano, os serviços de acolhimento médico atenderam a 3.000 usuários e o governo acompanhou 200 internações compulsórias - quando há determinação da Justiça -, números considerados baixos por especialistas.

De acordo com o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em dependência química Leonardo Martins, o Estado não atende à demanda. "Não sabemos quantos viciados temos em Minas, mas imagino que eles sejam mais que o dobro dos atendidos", explicou.

No relatório, a comissão considera que, para melhorar as ações, falta articulação entre vários setores do governo estadual. "Nas visitas que fizemos e em todos os diagnósticos, percebemos que há grande envolvimento do setor de saúde no combate (ao crack), mas faltam investimentos na educação", avaliou o presidente da comissão, deputado Paulo Lamac (PT).

O subsecretário de Políticas sobre Drogas de Minas Gerais, Cloves Benevides, disse que está prevista maior integração intersetorial em 2013. "Vamos tentar disponibilizar sete novas equipes de abordagem aos usuários, em um trabalho que alie saúde, educação e esportes", disse.

Escolas. A secretária adjunta da Secretaria de Estado de Educação, Maria Suely Pires de Oliveira, disse que haverá intensificação dos trabalhos nas escolas em 2013, para tentar combater o uso da droga entre crianças e adolescentes. "Vamos qualificar professores para tratar esse tema e levar outros especialistas às instituições".
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